quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Uma carta para ninguém.


 Querido você,  
 Com o passar do tempo, aprendi que as coisas podem mudar de repente.  Tudo pode estar bem, e no segundo seguinte, tudo pode se transformar em um pesadelo. Aprendi também, que no final, nada será eterno. Não importa quanto tempo passe, o “felizes para sempre” tão esperado nos contos de fada não existe, e o máximo que se pode chegar é o “até que a morte nos separe”, e este é ainda mais doloroso do que qualquer outro tipo se separação.
 Aprendi também, por fim, que não vale a pena ficar paranóico com essas lições práticas e horríveis que a vinda insiste em nos ensinar: As lições que no início da carta.
 Então por favor, não pense que estarei aqui pra sempre. Não se iluda. Porque eu me iludi ao pensar isso, e doeu muito. Dói até hoje.
 Mas quero que lembre-se de algo:  Mesmo que eu não esteja aqui, estarei sempre com você. Mesmo que você não possa me ver nem me sentir por perto, mesmo que a dor seja tão grande ao ponto de você perder a fé,  eu nunca te deixarei. Não de verdade. E se digo isso, é porque, no fundo do meu coração, espero que faça o mesmo comigo.
 Não se esqueça de mim, porque não importa quanto tempo passe, e não importa quantas atitudes sejam tomadas, nem quantas coisas, boas ou ruins, aconteçam. Nada mais vai importar, porque na realidade, sempre haverá um lugar para você ao meu lado.
 Com carinho,
 Eu.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010


As vezes gosto de ficar sozinha.
Mas se quiser me dar um abraço ou um sorriso, contanto que sejam sinceros, será bem vindo. Porque está frio aqui dentro e isso vai aquecer muito.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um pedido.


As vezes imploro para que o vento me leve, mas ele sempre recusa o meu pedido. Então me lembro que algumas pessoas precisam tanto de mim quanto eu preciso disto. Desisto, e fico.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Jogo Mortal.


Há tempos que venho fazendo um jogo comigo mesma. Uma brincadeira fútil para passar o tempo; Que no começo parecia divertida, mas com o passar dos meses me fez mudar a opinião sobre tudo, sobre mim, sobre você, sobre nós, sobre o mundo. E não aconselho você a praticar em casa, pois os resultados não são nada bons.
A brincadeira de me imaginar daqui a seis meses, um ano, ou até mais tempo. Sempre imaginava o que me convinha a imaginar, o que eu achava que me faria feliz. Mas é aí que, junto com a vida, estou pregando uma peça e mim mesma. Na grande maioria das vezes, as coisas que imaginava não se realizavam, eu ficava desapontada e com vontade de jogar tudo pro alto. E nas outras vezes, o meu gosto, o que eu achava melhor pra mim, mudava. Me vejo hoje e me pergunto que coisas me fazem feliz. Tento me imaginar a um ano atrás, me fazendo essa mesma pergunta. As respostas são bem diferentes.
Como um relógio, nós mudamos. Tem horas que estamos do mesmo jeito, e tem horas que estamos no inverso do que éramos antes. Não adianta tentar prever coisas tão complicadas como sentimentos, pois os riscos de decepção são tão grandes que não vale a pena.
Não estou dizendo que sonhar não vale a pena. Sonhar vale a pena, e vale ainda mais quando se tem esperança e perseverança no sonho. Mas sonhar demais e esquecer do mundo aqui fora não faz bem; Porque uma hora você terá que acordar, o castelo feliz vai desmoronar, e você vai se ver, de um jeito completamente angustiante, cara a cara com o mundo real.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

(Des)afeto


Meu coração parece que vai sair pela boca. Ansiedade, saudade, tristeza e esperança conseguem formar um só sentimento. Mas eu não consigo explicar, nem descrever mais do que isso. Tampouco consigo conter esse sentimento. Afinal, assim como o amor, o desamor não pode ser explicado, entendido, ou contido.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O dia depois de amanhã.

Do nada bate um medo. Aquele medo, sabe. O medo que amanhã não seja mais como é hoje. Porque por mais que eu reclame do hoje, não saberia viver sem este. E então as palavras tentam me escapar. Mas eu as seguro. Afinal, será que vale mesmo a pena dizer? Vai parecer um monte de bobagem, eu sei...
Pensamentos alucinantes se passam pela minha cabeça. E se você fosse embora, sem se despedir? E se eu ficasse me matando de remorso depois, por não ter te falado tudo que eu quero te falar, tudo que eu sinto? Tinha que acabar logo com isso.
Então descobri do que era o medo. O medo de te perder, apesar de você não ser meu.
São palavras simples, mas eu perdi a voz. Já que não sei mais dizer, tenho que escrever, você tem que saber, eu amo você.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A pior dúvida, a melhor declaração.

Havia uma pergunta.
Uma pergunta sobre uma coisa que vinha atormentando-a a dias, semanas. Mas era uma pergunta tão tola. Como ela podia passar tanto tempo se ocupando com isso? Como a pergunta podia ser tão tola e ao mesmo tempo tão importante, na visão dela?
E ela também tinha medo da resposta. Desconfiava de que ele havia mudado seus sentimentos por ela, porque achava que ele já não parecia mais tão apaixonado. Ela nunca mais tinha feito nada para agradar o rapaz, é verdade. Mas era só porque tinha medo que deixasse a pergunta escapar entre os dedos... e então o estrago já estaria feito. Ou não.
Então, em um dia frio de Outubro chegou a coragem. A pergunta que a tanto tempo ela remoía dentro de si não podia ser guardada nem por mais alguns minutos. Ela respirou fundo, e conseguiu.
- Como? - perguntou ela, visivelmente ansiosa
- Como o que? - respondeu o garoto
- Você sorri e meu mundo se transforma.
Os olhos dele brilharam e ele sorriu.
De repente a tarde já não estava tão fria. "Isso foi melhor que qualquer explicação", pensou ela.